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Santo Antonio do Descoberto foi fundada por volta de 1722,
no auge do ciclo do ouro do Brasil colônia. Tornou-se distrito de Luziânia em 1963 e emancipou-se
em 14 de maio de 1982, 260 anos depois de achado ouro. O primeiro
prefeito e a primeira câmara de vereadores foram eleitos
em 15 de novembro seguinte. |
Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera II, procedente
de São Paulo, esteve por aqui em 1722, com sua bandeira
composta por 152 pessoas, incluindo escravos, tendo como guia
Urbano Couto Menezes. Aqui, foi achado ouro, construída
uma capelinha em louvor a Santo Antônio de Pádua
e erigida uma cruz de madeira no alto do Morro Montes Claros.
Como
diz a lenda, os escravos acharam a imagem de Santo Antônio
debaixo de um pé de angico e ao lado construíram
uma capelinha para abrigar a imagem do Santo. É desconhecida
a data precisa de quando se deu inicio à construção
da capelinha, mas sabe-se que foi entre 1722 e 1748, conforme
citação do “julgado das Ditas Minas de
Santa Luzia”, um documento em que se delimitou a área
de mineração. Esse documento de difícil
leitura, foi copiado pelo escritor Paulo Bertran, do original
em poder da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.
A mineração em Santo Antônio dos Montes
Claros, ou Descoberto, foi abandonada com descoberta de ouro
em Santa Luzia, em 1746. A mineração foi retomada,
em 1757, pelo capitão José Pereira de Lisboa,
que veio da Bahia, em 1755, seguindo a fazenda de gado (caminho
dos currais), trazendo uma grande tropa de animais, transportando
tecidos, ferramentas de mineração e outras mercadorias
estrangeiras, e 148 escravos jovens.
José Pereira Lisboa desembarcou em Santa Luzia, permanecendo
dois anos naquela cidade e veio para a mineração
de Santo Antônio dos Montes Claros. Aqui chegando, montou
o seu acampamento na margem direita do Rio Descoberto, para
explorar ouro. Aí se encaixa a lenda do caçador,
contada pelo historiador Joseph de Melo (1837-1912).
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Sabendo
o capitão José pereira Lisboa que um caçador,
morador das margens do despenhado, lavando o bucho de um veado
encontrou algumas pepitas de ouro, tratou de examinar o lugar
e tanto ouro encontrou que passou imediatamente para o local
com sua escravatura a ali abriu largo serviço. |
Em 1765, Lisboa iniciou a obra de ampliação
da capelinha, já existente próximo ao rio. Ele
tinha motivos bastante para isso: era devoto de Santo Antônio
de Pádua, ou Lisboa, seu patrício. Porém,
passou pela localidade o visitador-geral da Igreja, oriundo
da freguesia de Santa Luzia (Luziânia), e embargou a
obra, por não esta autorizada pela Igreja.
Só em 4 de janeiro de 1770, portanto, cinco anos mais
tarde, é que Lisboa e outros obtiveram do visitador
geral a autorização para continuar a ampliação
da capela. Então, Lisboa fez a nave grande com duas
sacristias. As sacristias, no caso da capela de Santo Antônio,
foram dois cômodos externos acoplados a nave, que serviam
para o padre guardar os parâmetros e como vestiários.
As igrejas modernas mantêm a sacristia, embora não
da forma das igrejas antigas, do lado de fora. A capelinha
original tornou-se o altar-mor da capela ampliada.
Em 11 de setembro de 1770, José Pereira Lisboa é
preso no arraial de Santa Luzia, após reagir a uma
galhofa e sacar arma contra o juiz ordinário. É
levado preso para Vila Boa, hoje Goiás velho. Foi solto
em 3 de dezembro de 1773, sendo recepcionado com festa pelo
clero de Santa Luzia, que lhe rezou uma missa em ação
de graças.
A comitiva do capitão Lisboa explorou ouro em Santo
Antonio dos Montes Claros durante 13 anos (de 1757 a 1770).
A mineração, naturalmente, foi suspensa com
sua prisão. Poderia ser continuada com a liderança
de outra pessoa, porem o ouro tava ficando mais profundo e
os equipamentos utilizado na mineração eram
bastante rudimentares, como relata o documento “Julgados
das Ditas Minas de Santa Luzia, de 1748”.
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O
primeiro comércio de Santo Antônio foi de João
Elias Abdom e felipe ruyco. Foi fundado em 1938 e tinha o nome
de Casa de Negócios depois armazem mais tarde Casa santo
Antônio. Situado na rua dos carreiros. |
As lojas, armazens
e vendas funcionavam na parte da frente das casas, tinha um
balcão de madeira separando a parte destinada aos clientes,
da outra ficava os comerciantes, os vendedores e a prateleira
com as mercadorias.
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Em
Frente ao comércio algumas pessoas entre eles, Abdon,
Elias, Jorge, João Turco, Leonino Lopes Conde, Zeca
de Bebe e algumas crianças, Sucena, José Maria
de Jesus, William, Josefina, Augusta, Floricena, Helena, Nelson
e outras
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Fonte:
Historiador e Museólogo Carlos Carvalho da Mata |
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Origem: Por volta do ano 1722, às margens do Rio Descoberto, onde a primeira vista, foi denominado de Montes Claros. Conta-se que Bartolomeu Bueno da Silva esteve por aqui, onde recolhera ouro, durante sua expedição na chamada corrida do ouro advindo de Minas Gerais. Estima-se que a atividade de exploração terminou em 1938.
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O processo de ocupação da terra, se dá com a fixação denominada Capoeirinha também conhecida como fazenda Montes Claros logo a seguir.Os caminhos que davam acesso a fazenda, eram: ao Norte sobre o rio Descoberto, onde havia uma pequena ponte, e se avizinhava ao Sul com o rio Areias. A descoberta de riquezas minerais se deu em diferentes locais nas terras onde hoje se localiza o Município de Santo Antônio do Descoberto, onde ainda hoje, alguns vestígios resistem ao tempo. Parte considerável das terras do município, foram doadas por Agostinho Lopes Conde. Em 1956 foi instalada nas terras do município, uma entidade religiosa denominada Fraternidade Eclética Espiritualista Universal, em terras compradas da Fazenda Boa Vista e Sabaru. A partir de então a Entidade foi se estruturando, e hoje é uma pequena cidade com equipamentos de saúde, educação, gráfica, e um templo para meditação dos fieis.
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I - Povoado: A partir da instalação da fazenda de Agostinho Lopes Conde, que ia aos poucos se multiplicando.
II - Distrito de Santo Antônio: Nos anos 50 e 60, pelo fato de já haver um crescimento populacional considerado, no ano de 1963, de povoado a cidade passa a se tornar um Distrito.
III – Município: Com a vinda de 1000 famílias no ano de 1974 oriundas de Samambaia (DF), Antônio Teixeira (Vereador) organizou um movimento político pela emancipação do Distrito, o que veio a ocorrer efetivamente em 1982.
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Logo nos primórdios o povoado ficou conhecido como patrimônio de Santo Antônio em virtude de que naquela época um dos exploradores, havia encontrado uma imagem em forma de estatua de um santo que ficou conhecido como Santo Antônio, o que deu a fama ao então lugarejo.Depois de alguns anos passa a ser o Distrito de Santo Antônio do Descoberto que por sua vez, com o adensamento populacional mais tarde veio à chamar -se Município de Santo Antônio do Descoberto.
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