A Cidade

Município de um povo simples e muito receptivo Santo Antônio pode ser reconhecida pela fé de sua gente e pelo respeito as tradições.

Igrejinha do Município de Santo Antônio do Descoberto

A Igrejinha de Santo Antônio foi concluída em 1770, por José Pereira de Lisboa.

Como tudo começou

Segundo a lenda, no inicio da exploração de ouro pelos bandeirantes em Santo Antonio dos Montes Claros, os escravos eram obrigados a trabalhar para atingir um quota de ouro, e quando esta não era alcançada eles apanhavam.

   
Voltando de uma mineração mau sucedida, um grupo de escravo decidiu descansar de baixo de um pé de angico, quando um deles avistou uma imagem de Santo Antônio de Pádua incrustada num tronco da árvore. A imagem media aproximadamente 60 centímetros.
   

Os escravos então retiraram a imagem para levá-la aos seus senhores, na expectativa de não sofrerem o castigo costumeiro. Deu resultado: os senhores ficaram felizes, esqueceram de aplicar o castigo e o dia do achado foi declarado dia de festa, e ninguém trabalharia no garimpo.
Por volta de 1722 a 1748 os senhores de escravos mandaram construir uma capelinha ao lado do pé de angico e, dentro dela, um altar para entronizar a imagem venerada, conforme os documentos: “Julgado das ditas minas, 1748” e o livro de tombo do registro de Goiás velho, da igreja católica (1756).
Essa primeira imagem de Santo Antonio parece ter sido levada a algum lugar hoje desconhecido de Portugal.
Lenda ou não, o fato é que Santo Antônio foi proprietário, conforme a tradição católica, das terras onde foi erigida a cidade com o seu nome e a festa em seu louvor e centenária.

Sua História

   
   

A Igrejinha de Santo Antônio foi concluída em 1770, por José Pereira de Lisboa. A obra continha um pavimento, onde ficava o coral, que cantava as missas, e três nicho no qual ficava entronizada a imagem de Santo Antonio, também em estilo barroco.

Os Outros dois altares-cantoneiros (nos cantos da Igreja), próximos ao arco-pleno que dividi a capela-mor da nave principal. No altar do lado direito era entronizada a imagem de São Sebastião; no esquerdo a Nossa Senhora da Abadia.
Dentro da Igrejinha eram enterradas as pessoas ilustres e na parte externa existia também um cemitério, onde eram enterras as pessoas comuns. O costume de enterrar os mortos dentro da igreja prevaleceu ate o inicio do século XIX.

   
   

Ao longo do tempo, a igrejinha de Santo Antônio foi sendo descaracterizada.

Em 1929, ela sofreu a primeira reforma importante, quando o padre Aleixo contratou o serviço do carpinteiro Benedito Gomes Rabelo. Trabalharam também na reforma Zé Lopes, Alfredo Machado (tesoureiro da Igreja) e Evaristo Rodrigues Vidal.
Em 1958, a estrutura da Igrejinha voltou a apresentar um diaguinostico decadente, que resultou em demolição parcial em sua nave principal. A demolição parcial e a descaracterização ao longo dos anos foram perdas incalculáveis no aspecto físico do prédio, na sua arquitetura, na beleza das pinturas e volteios.